segunda-feira, 23 de maio de 2011

Não mais sonhar

Tu que és tão bela
Muito mais que o Tejo
Quase não te vejo
Mas te fiz em tela
Era amarela
Cor do meu desejo
vi que não mereço
Uma vil donzela

Tens a cor do dia
O olhar da noite
Para mim, açoite
Uma olhadela
Só pode ser ela
Minha pequenina
Olhar de menina
Agir de cadela

Te vejo, mordido
Porém vacinado
Pra mim um pecado
Querer te amar
Pois vou te tocar
De ti quero um beijo
Matar meu desejo
De te conquistar

Mas sei que não posso
Rogar-te uma praga
Jogar-me da escada
Tentar me matar
Pois vou me jogar
E se lá morrer
Não vou mais querer
Me suicidar

De tão criativo
Te fiz poesia
Calor, ambrosia
Pra desrespeitar...
...Vou te arruinar
Te deixar falida
Por cantos caída
Ver ressuscitar

Enfim Renovada
Te levo de novo
Ainda no bolso
Mas vou te amar
Pois vou desejar
Te dar vida nova
Fazer-te u'ã rocha
E não mais sonhar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Negócios de amor

Cansado de amar,
decidi vender meu amor.
Pu-lo na mesa
Sem ódio nem temor.

Ofereceram-me
Muito,
Mas não, Obrigado
Pois o que eu mesmo queria
Era que a tal vida bandida
Se encontrasse ao acaso...

Acaso que não mais espero...
Pois negociantes enfim,
Sempre são os mais espertos
Sempre articulam seu pensar
Deixaram-me o medo de falar
Pois o meu coração,
Todos eles queriam levar...

Mas e agora??
O que faço
O amor em si é um Fracasso?

Todo homem tem seu preço?
Seu amor eu não mereço?
Por favor, me dê uma resposta
Um pedaço de poesia
Escrito em linhas tortas

Mas... Por favor...
Não permitas que de mim tome conta
Esse rancor que nas veias desponta
Depois coloco em minha conta...
Mas não me deixe nesse prejuízo...

Ainda zelo por meu Juízo.

Piedade

   Paulatinamente parei, pensei, pensei, pensei. Pare pra pensar pois podes perder poder peremptoriamente.
   Parecia política: palhaços, porrada, Palocci, papel, papel, papel, pizza...
   - Perdeu playboy, perdeu, pá, pá, pá! Ponto.
   Policiais preferem pretos, pobres, padres, putas pra prender.
   Policiais parados procuram pilantras, políticos.
   Progresso? Parou para pobres. Possuídos pelo poder, políticos palhaços, podem. Possuídos pela pauperidade povo prefere partir.
   Preces para padres, pistolas para povo, porrada para presos, pivetes para pais, pechincha para pobres, poder para poucos, palhaços...
   Paradoxalmente protegidos pelo progresso, pizza para o progresso! Putaria publicada pelos pesquisadors prova: preto parte pra porrada portando pedregulho: preso.
   Pelotão portando penacho, personalidades, peixeiras; Pequeninas, pulseiras; Peregrinos persignam-se.
   Pendências por parte própria, parece peripércia, problemas plurais.
   Perfaço pensando por perseverança, preso por pegar picolé, prossigo pontilhando permanentemente paredes, pichando.
   Permaneço produzindo picaretagem.
   Pai, please, Piedade.
...perdido por pensar...
Paixão
(Produção feita a pedido da Professora Rosemary Aparecida Scharf)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tem que ser assim?

A amizade é bela
porquanto, é amizade

A Amizade é crime
quando paulatinamente vira Amor

A Amizade é dor
Quando peremptoriamente vira um "Ex"..

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Glosinha

Ao cruzar dos nossos olhos,
Posso ver a vossa prosa
São teus calares expostos
Dos versos que Minh ‘alma goza
Somo dois, sim corajosos
Sem mote mas verso em glosa,
Pois do tema que eu gosto:
Amor, em versos travessos
É no amor que eu aposto
E dele são os meus textos

Mote y Glosa

Mote

De que adianta sofrer?
Se não vou poder amar,
Eis o que quero, chorar.

Glosa

Numa estrada lá se foi
Aquela, que a mi mal fez
Deixou-me só, outra vez
¡Y sabes que aqui estoy!
Só pra vê-la morrer
Mais uma vez quero-a ter
De que adianta sofrer?

Sozinho vejo-me aqui
Com certo murmurinho
Talvez, falta de carinho
¡ Y sabes, me voy morir!
O teu nome, pois, cantar,
Mas irei me consolar
Se não vou poder amar.

E noutra vida te’spero
Morrer é pois crueldade
Uma tão vilã verdade
¡ Te straño por qué te quiero!
Sou forte, não vou deixar,
Meu sentimento falar,
Eis o que quero, Chorar.

sábado, 14 de maio de 2011

Meus e Teus

Ah, quantos são nossos momentos...
Tão intensos quanto o sol na pele,
Quando estamos nas praias do Rio.

Mesmo longe, o meu querer te faz presente,
Materializo-te em todos os lugares,
Porque é duro ficar sem ti.

Então agente se ama toda hora,
Pois maduros somos duas crianças,
E brincamos sem medo de ser feliz.

Quando eu amo meu amor, agente se recria,
E me torno homem mais uma vez,
Para assim também te fazer mulher.

Hospital

Roupas brancas
Estetoscópios
A recepcionista
Que demora...
Chegam pessoas piores do que eu
Deixo-as passar?
Espero...
Abre-se uma porta
Sr. Gabriel Paixão?

A Música e o Silêncio

A música tocou, mas não queria ser ouvida, ela que tocava apaixonada, mas na verdade, só queria curar-lhe as feridas, que o silêncio lhe causou.
A música chorou, mas não queria ser ouvida, ela que chorava repentinamente por causa do silencio que fazia.
A MÚSICA AMOU, E QUERIA SER AMADA, mas, o silêncio, frio e sem coração, sereno e implacável, sem dor nem medo, seu réu ou desespero, sem tom e sem coragem, sem flor ou paisagem, sem conto ou ouvinte, sem finese ou requinte Lhe disse:
"-se me queres eu te quero, mas você é barulhenta e não vou me acostumar sempre te quis bem, mas sabes que me fazes mal.
Sem ter o que lhe falar
eu nada vou dizer
Pois silêncio é meu nome
Obrigado e prazer."
A música chorou, chorando, foi ouvida, encontrou-se com o tom, o ritmo, a melodia.
A música se alegrou, mas não esqueceu do dia
em que amou o silêncio...
...E ele nada dizia!

Sinceramente...

Sinceramente eu não sou sincero,
Pois falo a verdade, eu não minto,
Mesmo sem sentir eu sinto,
Que sem querer eu quero
Te esperar mas não espero,
Sinto sede e estou bêbedo,
Não de álcool, de cerveja,
Eu não durmo a noite inteira,
Passo o dia apagado.
Não sou livre nem escravo,
Não recebo, mas trabalho,
Sei tocar mas não toco,
Meu violão é mudo,
Minha garganta não tem cordas.
No meu céu-atmosfera
Não há vida, não há nada,
Quando fecho os olhos
É que começo a enxergar.
Sinceramente. Eu não sou sincero.

Endless love (Top of tower)

What's up in my life
what's happening to me?
what's this gray cloud
that never let me too see?

Remove me from these feelings
that make my heart mad
I've tried times and times to tell
But as a human, I got sad

Run away from my street
if you don't wanna see me again
Because I heard somebody saying
that you have love for another man

I don't know if it's true
But i don't care about this stuff
I thought about your love
maybe I don't deserve it

I don't know the why
I brought this handful flowers
I just know that I know
I'm in the top of you tower

I could go so deep
I could stop to live
I could sell my house
I could sell my Jeep

I never knew the why
But it's endless
You have the cure
for my madness
If i had this power
i would make it magic
But without your love
Only lefts me tragedies.

Amor antitético

Hoje falo de Amor como quem sabe
Sabe que amar faz bem, Amor faz mal,
Se tal amo é assim, tão surreal,
Eu não quero, pois, um Amor que mate.

Mas que sabedoria! Que Maldade!
Falar de ti, mesmo que seja igual
Falar de nada, pois é tal e qual,
A dor que me revela esta verdade.

Que pouco a pouco me corrói por dentro
Desde o tempo em que de mim meu eu partiu
Pra não sentir o teu doce veneno.

Mal foi a hora em que a lágrima caiu
Paulatinamente, mas aprendendo
A não chorar pelo que ‘inda não viu.