quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Acordar

Pesadelos que invadem minha mente,
Tão depressa que mal dá pra evitar,
Pergunto-lhes, vós ireis me acordar?
Deste sono que corrói lentamente.
Logo quando a falta te faz presente,
Eis então meu lamento, despertar
Se possível, deixe-me aqui ficar
Pra viver um amor intensamente,
Não há nada tão vil quanto partir
De mais um sonho bom que me acalanta
Meu espelho, não o vejo mais sorrir
Mas minh'alma quando só 'inda canta.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sapere Aude

Ontem pela manhã eu era sol
Só porque pela tarde virei nublado
Muitas pessoas questionam-me e eu calado
Digo que já não sei quem sou.


Eu não posso garantir ser eu pra sempre
E se o meu pra sempre hoje acaba?
Se amanhã não puder, eu, dizer mais nada?
Consentirei. Não dizem que quem cala consente?


Tenho que passar o que sei adiante,
Senão não há sentido em saber,
Melhor seria ficar num bar a beber
Observando minha linha do tempo.


Pois já dizia Immanuel Kant:
"Sapere Aude", ouse saber
Mas nunca pare de escrever
Pois quem sabe pra si nada sabe.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E a enchente levou...

E no meio do caos a natureza trouxe sabedoria,
Pena que nem todos eles viram,
Estavam perdidos no meio da correria.


E no meio da lama muitos artigos luxuosos,
Pena que já não valiam mais nada,
Mas ainda assim permanecem pomposos.


E no meio de toda água, o fim da vaidade?
Os ricos precisando dos pobres,
Até precisei ratificar se era verdade.


E no meio de todo o lucro, o prejuízo,
Pois até pra salvar panelas,
Viu-se o Coronel perder o juízo.


E depois de acordarmos numa ilha,
A cidade reergueu-se,
Na dinâmica da partilha.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tô sem tempo

Tô sem tempo de viver
Sem tempo de acordar
Tô sem tempo de escrever
E sem tempo de sonhar
Falta tempo para amar
Até tempo pra sorrir
Não consigo trabalhar
Tô sem tempo pra partir
Tô sem tempo para ouvir
O grito dos que me amam
Tô sem tempo pra desistir
Dos sonhos que me encantam.
Tô sem tempo pra ser
Aquilo que mesmo eu sou
Tempo, nem pra morrer
Quiçá pra saber onde estou.
E quem teve tempo gritou
Porque nem tempo tinha
Pra pensar no que se passou
Pra falar mal da vizinha
Curtindo um eterno descanso
Deitado na redezinha
Comendo uma farofinha
E vendo o tempo passar...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Untitled #13

Às vezes pensamos que somos sóbrios,
Mas bêbedos revelamos quem somos.
Homens que mudam de uma hora para outra
Não bebem para não voltar a si.

Admira-me quantas famílias Cristãs
Saciam-se com o show de sangue,
Com a prisão dos nossos semelhantes
Que só deixam falar o assassino que há em nós.

O auge da hipocrisia sempre acontece
Nos homens que discursam como perfeitos
Mas basta contar seus defeitos
E logo verás o Lúcifer da sociedade.

Salve o cafetão,
Que tem como principal prostituta
O Santo Evangelho e a cura,
E como cliente a ignorância.

Estes me dão repugnância,
Os políticos reféns do "capetalismo",
Que consomem as tripas dos pobres
E a dignidade do povo de sobremesa.

sábado, 13 de agosto de 2011

Sorella Luna

Obrigado pelas gotas de chuva,
São para mim teus beijos molhados,
E por mais que soframos separados
Estamos juntos, pois somos Sol e Lua.

E assim, por ti, brilho o dia inteiro,
Às vezes tanto que queimo tua tez,
Mas nunca quero pecar por escassez,
Nunca fica escasso um amor verdadeiro.

E Tu, Lua linda, doce e bela,
És serena e tão amorosa que quase
Faz-me crer que és Lua sem fase,
Que ama o Sol e reflete a luz amarela.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dor Novamente Companheira


Dor Novamente Companheira

Dor,
Olha eu aqui de novo
Escrevo incessantemente pra você
Porque nunca canso de Amar
 Muito menos de sofrer.

Dor,
Você que é minha amiga fiel
Seu que contigo, me levas ao céu
Fica aqui comigo,
Preciso desabafar...

Ontem te senti de novo
Na justa hora que te esqueci
Você parecia me amar
Pois sempre está correndo atrás de mim.

Por que sempre comigo?
Por que tinha que acontecer
As coisas acontecem tão repentinamente...
Parece que me querem ver enlouquecer.

Ontem andava eu pela Rua
Novamente à noite
Foi quando a vi
De mãos dadas com outro cara,
Sinceramente a ti, Dor
Meu coração ficou pequeno.

Pra mim
Amor agora é sofrimento,
É me jogar vivo num túmulo
E cobri-lo com cimento
Ou até com piso-sobre-piso
Quando olhei pra ela
Ela me deu um sorriso
Parece até que é por mal
Pois cada sorriso deste
Faz meu mundo sair do normal
Mas não foi o sorriso que me fez ficar desse jeito...
Logo após o sorriso,
Ela me mandou um Beijo...

Dor
Amiga minha, companheira
Afasta-te de mim
Mas por favor
Se um dia eu precisar
Traga angústias à mim
Mas juntos com ela
Traga-me força
Pois uma angustia sem fim
Preciso eu Aguentar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Solidão


Solidão,
Palavra essa que me traz dor
Que me faz ter complexo de inferioridade
Que me faz amar como um ator.

Solidão,
Fez de mim, cinco dedos
Desanexos à uma mão
De que adiantas ser Eva
Sem Eu, teu Adão?
É tomar doce limonada
Sem o ácido Sabor-Limão.

Solidão,
Eu sem ti:
Sozinho.
Mil estradas,
Um caminho.

Solidão,
Aquela coroa,
Sem flor
Belezas do arco-íris
Sem cor

Solidão,
Fez de meus pedaços
Coração,
Tirou do Gabriel,
O Paixão*
Fez-me triste,
Sem ação,
Mas nunca me impediu de sorrir.

Solidão,
A dois é a pior,
Na garganta sinto o nó
Ah! Solidão sem dó.

Solidão,
Tirou o brilho da prata
Sinto quando me abraça
Dor que nos olhos entrelaça
Por favor, não me deixe!

Ah! Solidão
Mil dedos, violão.
A cura, Sem razão.
Coragem, nada a ver,
Eu sem ti, não sei viver.

Solidão tirou de mim
Lembranças do nosso amor,
Como posso te esquecer
E fingir não sentir dor?

Se me perguntas o que quero...
-Quero a ti, Solidão.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Meu Anjo

Ando procurando o Amor
Sinto que ele foge quando vejo
Assim como na música o arpejo
Sai do seu tom, pelo autor
      
 Mas como amar pode trazer dor?
Se é sentimento puro
Me encontro no quarto escuro
Eu tento, não vejo cor...
      
 Será isso que vejo?
Escuridão profunda,
Meu coração afunda
Em lágrimas de desejo     

 Só quero mesmo teu beijo
Sentir sua alma pelo sabor
Do amar não quero o teor,
Mas quero te ter por inteiro.  

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Compreensão

Tento compreender a ti,
Em todas as situações,
Pra cada uma há canções,
Che bella cosa, cosi!
Compreender-te e só, ter
que a ti compreender, ser
compenetrado em amar.
Ter a ti e me doar,
E sonhar em não perder,
Não deixar escapar
A que me dá um grande amor.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Chorinho

Quem foi que disse que homem não chora?
Eis então o legado dos sensíveis,
Chorar de todos os tipos possíveis,
Chorar por um segundo ou toda hora.


Eu choro quando alcanço as diretrizes,
E se me verdes choroso, ignora,
Pois choro por mim e por ti, Senhora,
Quando falham os planos infalíveis.


Mas saiba que choro pois chego ao nume,
Ou quando chego ao céu da tua boca,
Eu choro porque dá uma coisa louca.


Vou chorar se do amor ficar imune,
Aquela que ao mesmo é santa e marota,
E chorar, se só sobrar teu perfume.

Modus Procedendi

Qual é o modo em que você procede
Quando ante seus olhos há destruição,
Quando há morte, guerra, destruição,
Quando um irmão comida à você pede?

E quando a injustiça se repete?
A nós compele a luta, abolição,
Não só dar ao povo pão, diversão,
Mas aquilo que cada um carece.

À Deus em prece eu rezo solitário,
'Spero que o brasil* não seja otário,
E aja um pouco mais racionalmente.

Não que valha tanto ser só prudente,
Nem viver à pensamentos primários.
Mas pergunto: quem elegeu o Romário?

* O "b" minúsculo é utilizado para determinar o referido país como personificação de seu povo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Não mais sonhar

Tu que és tão bela
Muito mais que o Tejo
Quase não te vejo
Mas te fiz em tela
Era amarela
Cor do meu desejo
vi que não mereço
Uma vil donzela

Tens a cor do dia
O olhar da noite
Para mim, açoite
Uma olhadela
Só pode ser ela
Minha pequenina
Olhar de menina
Agir de cadela

Te vejo, mordido
Porém vacinado
Pra mim um pecado
Querer te amar
Pois vou te tocar
De ti quero um beijo
Matar meu desejo
De te conquistar

Mas sei que não posso
Rogar-te uma praga
Jogar-me da escada
Tentar me matar
Pois vou me jogar
E se lá morrer
Não vou mais querer
Me suicidar

De tão criativo
Te fiz poesia
Calor, ambrosia
Pra desrespeitar...
...Vou te arruinar
Te deixar falida
Por cantos caída
Ver ressuscitar

Enfim Renovada
Te levo de novo
Ainda no bolso
Mas vou te amar
Pois vou desejar
Te dar vida nova
Fazer-te u'ã rocha
E não mais sonhar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Negócios de amor

Cansado de amar,
decidi vender meu amor.
Pu-lo na mesa
Sem ódio nem temor.

Ofereceram-me
Muito,
Mas não, Obrigado
Pois o que eu mesmo queria
Era que a tal vida bandida
Se encontrasse ao acaso...

Acaso que não mais espero...
Pois negociantes enfim,
Sempre são os mais espertos
Sempre articulam seu pensar
Deixaram-me o medo de falar
Pois o meu coração,
Todos eles queriam levar...

Mas e agora??
O que faço
O amor em si é um Fracasso?

Todo homem tem seu preço?
Seu amor eu não mereço?
Por favor, me dê uma resposta
Um pedaço de poesia
Escrito em linhas tortas

Mas... Por favor...
Não permitas que de mim tome conta
Esse rancor que nas veias desponta
Depois coloco em minha conta...
Mas não me deixe nesse prejuízo...

Ainda zelo por meu Juízo.

Piedade

   Paulatinamente parei, pensei, pensei, pensei. Pare pra pensar pois podes perder poder peremptoriamente.
   Parecia política: palhaços, porrada, Palocci, papel, papel, papel, pizza...
   - Perdeu playboy, perdeu, pá, pá, pá! Ponto.
   Policiais preferem pretos, pobres, padres, putas pra prender.
   Policiais parados procuram pilantras, políticos.
   Progresso? Parou para pobres. Possuídos pelo poder, políticos palhaços, podem. Possuídos pela pauperidade povo prefere partir.
   Preces para padres, pistolas para povo, porrada para presos, pivetes para pais, pechincha para pobres, poder para poucos, palhaços...
   Paradoxalmente protegidos pelo progresso, pizza para o progresso! Putaria publicada pelos pesquisadors prova: preto parte pra porrada portando pedregulho: preso.
   Pelotão portando penacho, personalidades, peixeiras; Pequeninas, pulseiras; Peregrinos persignam-se.
   Pendências por parte própria, parece peripércia, problemas plurais.
   Perfaço pensando por perseverança, preso por pegar picolé, prossigo pontilhando permanentemente paredes, pichando.
   Permaneço produzindo picaretagem.
   Pai, please, Piedade.
...perdido por pensar...
Paixão
(Produção feita a pedido da Professora Rosemary Aparecida Scharf)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tem que ser assim?

A amizade é bela
porquanto, é amizade

A Amizade é crime
quando paulatinamente vira Amor

A Amizade é dor
Quando peremptoriamente vira um "Ex"..

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Glosinha

Ao cruzar dos nossos olhos,
Posso ver a vossa prosa
São teus calares expostos
Dos versos que Minh ‘alma goza
Somo dois, sim corajosos
Sem mote mas verso em glosa,
Pois do tema que eu gosto:
Amor, em versos travessos
É no amor que eu aposto
E dele são os meus textos

Mote y Glosa

Mote

De que adianta sofrer?
Se não vou poder amar,
Eis o que quero, chorar.

Glosa

Numa estrada lá se foi
Aquela, que a mi mal fez
Deixou-me só, outra vez
¡Y sabes que aqui estoy!
Só pra vê-la morrer
Mais uma vez quero-a ter
De que adianta sofrer?

Sozinho vejo-me aqui
Com certo murmurinho
Talvez, falta de carinho
¡ Y sabes, me voy morir!
O teu nome, pois, cantar,
Mas irei me consolar
Se não vou poder amar.

E noutra vida te’spero
Morrer é pois crueldade
Uma tão vilã verdade
¡ Te straño por qué te quiero!
Sou forte, não vou deixar,
Meu sentimento falar,
Eis o que quero, Chorar.

sábado, 14 de maio de 2011

Meus e Teus

Ah, quantos são nossos momentos...
Tão intensos quanto o sol na pele,
Quando estamos nas praias do Rio.

Mesmo longe, o meu querer te faz presente,
Materializo-te em todos os lugares,
Porque é duro ficar sem ti.

Então agente se ama toda hora,
Pois maduros somos duas crianças,
E brincamos sem medo de ser feliz.

Quando eu amo meu amor, agente se recria,
E me torno homem mais uma vez,
Para assim também te fazer mulher.

Hospital

Roupas brancas
Estetoscópios
A recepcionista
Que demora...
Chegam pessoas piores do que eu
Deixo-as passar?
Espero...
Abre-se uma porta
Sr. Gabriel Paixão?

A Música e o Silêncio

A música tocou, mas não queria ser ouvida, ela que tocava apaixonada, mas na verdade, só queria curar-lhe as feridas, que o silêncio lhe causou.
A música chorou, mas não queria ser ouvida, ela que chorava repentinamente por causa do silencio que fazia.
A MÚSICA AMOU, E QUERIA SER AMADA, mas, o silêncio, frio e sem coração, sereno e implacável, sem dor nem medo, seu réu ou desespero, sem tom e sem coragem, sem flor ou paisagem, sem conto ou ouvinte, sem finese ou requinte Lhe disse:
"-se me queres eu te quero, mas você é barulhenta e não vou me acostumar sempre te quis bem, mas sabes que me fazes mal.
Sem ter o que lhe falar
eu nada vou dizer
Pois silêncio é meu nome
Obrigado e prazer."
A música chorou, chorando, foi ouvida, encontrou-se com o tom, o ritmo, a melodia.
A música se alegrou, mas não esqueceu do dia
em que amou o silêncio...
...E ele nada dizia!

Sinceramente...

Sinceramente eu não sou sincero,
Pois falo a verdade, eu não minto,
Mesmo sem sentir eu sinto,
Que sem querer eu quero
Te esperar mas não espero,
Sinto sede e estou bêbedo,
Não de álcool, de cerveja,
Eu não durmo a noite inteira,
Passo o dia apagado.
Não sou livre nem escravo,
Não recebo, mas trabalho,
Sei tocar mas não toco,
Meu violão é mudo,
Minha garganta não tem cordas.
No meu céu-atmosfera
Não há vida, não há nada,
Quando fecho os olhos
É que começo a enxergar.
Sinceramente. Eu não sou sincero.

Endless love (Top of tower)

What's up in my life
what's happening to me?
what's this gray cloud
that never let me too see?

Remove me from these feelings
that make my heart mad
I've tried times and times to tell
But as a human, I got sad

Run away from my street
if you don't wanna see me again
Because I heard somebody saying
that you have love for another man

I don't know if it's true
But i don't care about this stuff
I thought about your love
maybe I don't deserve it

I don't know the why
I brought this handful flowers
I just know that I know
I'm in the top of you tower

I could go so deep
I could stop to live
I could sell my house
I could sell my Jeep

I never knew the why
But it's endless
You have the cure
for my madness
If i had this power
i would make it magic
But without your love
Only lefts me tragedies.

Amor antitético

Hoje falo de Amor como quem sabe
Sabe que amar faz bem, Amor faz mal,
Se tal amo é assim, tão surreal,
Eu não quero, pois, um Amor que mate.

Mas que sabedoria! Que Maldade!
Falar de ti, mesmo que seja igual
Falar de nada, pois é tal e qual,
A dor que me revela esta verdade.

Que pouco a pouco me corrói por dentro
Desde o tempo em que de mim meu eu partiu
Pra não sentir o teu doce veneno.

Mal foi a hora em que a lágrima caiu
Paulatinamente, mas aprendendo
A não chorar pelo que ‘inda não viu.