quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Acordar

Pesadelos que invadem minha mente,
Tão depressa que mal dá pra evitar,
Pergunto-lhes, vós ireis me acordar?
Deste sono que corrói lentamente.
Logo quando a falta te faz presente,
Eis então meu lamento, despertar
Se possível, deixe-me aqui ficar
Pra viver um amor intensamente,
Não há nada tão vil quanto partir
De mais um sonho bom que me acalanta
Meu espelho, não o vejo mais sorrir
Mas minh'alma quando só 'inda canta.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sapere Aude

Ontem pela manhã eu era sol
Só porque pela tarde virei nublado
Muitas pessoas questionam-me e eu calado
Digo que já não sei quem sou.


Eu não posso garantir ser eu pra sempre
E se o meu pra sempre hoje acaba?
Se amanhã não puder, eu, dizer mais nada?
Consentirei. Não dizem que quem cala consente?


Tenho que passar o que sei adiante,
Senão não há sentido em saber,
Melhor seria ficar num bar a beber
Observando minha linha do tempo.


Pois já dizia Immanuel Kant:
"Sapere Aude", ouse saber
Mas nunca pare de escrever
Pois quem sabe pra si nada sabe.